Instrumentos de e-Gov Contemporâneos e o SUS

tecnologias integrativas

O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de pessoas que possui um sistema público de saúde, o Sistema Único de Saúde – SUS. O SUS atende hoje cerca de 150 milhões de pessoas (80% da população), o que o torna extremamente complexo e exige abordagens de gestão tecnológica avançadas, para que seja possível o tratamento de todos os seus dados e informações.  Uma das principais formas de tratar tal complexidade são os sistemas de última geração para Governo Eletrônico (e-Gov).

Tais sistemas fazem uso estratégico de conhecimento, de forma a extrair informações essenciais para a identificação de pontos críticos dos programas do SUS, e podem auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas e na tomada de decisões, para atender problemas de maior impacto para a população.

Nesse contexto, diversos instrumentos de gestão de informação existentes podem ser evoluídos para que se tornem sistemas de conhecimento para e-Gov contemporâneo. Tais sistemas buscam promover  sinergia  entre  os  cidadãos,  as  empresas  e  o  sistema público de saúde, pois criam canais permanentes de comunicação e interação, tendo como meta atender problemas comuns de diversos grupos sociais. Esses canais podem ser insumos diretos para formulação de políticas públicas.

No Brasil, o debate sobre a avaliação de políticas e programas de saúde tem sido constante, assim como na maioria das sociedades democráticas. Com o surgimento de novas demandas de saúde e o impacto das ações dos governos, houve uma impulsão de maneira decisiva na avaliação de políticas públicas, para tornar mais transparente e efetivo o processo de gestão dos investimentos em programas e ações de saúde.

Neste contexto, um dos desafios para o SUS é desenvolver processos de gestão baseados em informação. O setor de saúde, diante da abundância de dados e informações, porém, tem o desafio de oferecer aos  gestores informações diretamente aplicáveis  à formulação, implementação e avaliação das políticas públicas, e apoiar efetivamente a colaboração entre governo e sociedade, sendo este um dos principais desafios dos projetos contemporâneos de e-Gov.

Em todos os modelos de análise das fases de projetos e-Gov, no estágio mais avançado está a relação entre o governo e a sociedade, em sintonia com os princípios de governança pública de coprodução e da participação. Nesse estágio, os projetos e-Gov criam espaços compartilhados de informação e de colaboração entre governo, cidadão, negócios e demais atores da sociedade.

A participação é a atuação, de cidadãos no processo de tomada de decisão em assuntos de interesse publico. Já a coprodução guarda relação com  a participação  do terceiro setor, na entrega de serviços e na tomada de decisão.

Tanto a participação como a coprodução de serviços públicos são mecanismos formadores de capital  social  em uma sociedade.  Trata-se   das   relações   e   da   rede de colaborações estabelecidas na busca conjunta de um objetivo comum, que são potencializadas por esses princípios da governança pública.

Este ano o Instituto Stela foi o único instituto privado sem fins lucrativos que foi selecionado no Edital nº 1, de 28 de maio de 2015 – SCTIE/MS, para a realização de pesquisas em temáticas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Neste projeto o Instituto irá conjugar pesquisa com inovação para gerar conhecimento em benefício direto para o Sistema Nacional de Inovação (SNI) e para o SUS.

Nossa motivação é o desenvolvimento de ações que possam contribuir para que Plataformas de e-Gov se tornem um sistema de conhecimento e uma ferramenta de governo eletrônico contemporâneo, cuja principal característica é promover a sinergia entre os  cidadãos, as empresas e o sistema público de saúde.

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