Observatórios de conhecimento como apoio para observatório territorial

seminario

Observatórios de conhecimentos são estruturas conceituais, as quais reúnem informações e conhecimentos sobre temas diversos para apoiar a tomada de decisões estratégicas. O termo observatório de conhecimento é novo no meio acadêmico e ainda carece de mais estudos.

Nesse contexto ainda não totalmente delimitado pela ciência, a pesquisadora do Instituto Stela, Alessandra Duarte Batista, e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia do Conhecimento da UFSC (PPGEGC-UFSC), realiza estudos para compreender esse novo fenômeno da Sociedade do Conhecimento.

Alessandra juntamente com seu orientador, o Professor titular do PPGEGC-UFSC, Roberto C.S. Pacheco, já produziram estudos sobre observatórios que culminaram em dois artigos, um livro e apresentações em seminários e eventos.

O mais recente seminário onde o tema foi discutido, ocorreu no último dia 16 de dezembro de 2016, em Foz do Iguaçu, no Parque Tecnológico Iguaçu. Intitulado “Seminário Observatório Territorial – Perspectivas teóricas, metodologias e análises de informações relevantes”, o seminário teve o objetivo de construir uma proposta de estrutura funcional e metodológica para o Observatório Territorial do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD). As discussões do seminário permitiram criar um esboço sobre os tipos de dados, estudos e boas práticas de governança territorial para compor o Observatório Territorial.

O POD se constitui uma Governança Territorial responsável por articular e, em algumas ocasiões, executar políticas advindas de um Planejamento Territorial Integrado, aliando diversos atores e ações na região oeste do Paraná. O POD se propõe a discutir a construção de um espaço que gere diálogos sobre processos, dinâmicas e políticas de desenvolvimento territorial da região oeste do Paraná.

O intuito com a realização do seminário foi apoiar o POD ao aprofundar o conhecimento teórico em relação aos processos de planejamento e de desenvolvimento territorial, além de transferir e compartilhar esse conhecimento com a sociedade e com os formuladores de políticas públicas, valorizando as experiências empíricas de planejamento do desenvolvimento territorial vivenciadas pela sociedade.

Convidada por Flávio de Matos Rocha, Técnico de Desenvolvimento Territorial da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, a pesquisadora Alessandra realizou uma apresentação no seminário, a qual tratava de sua pesquisa de mestrado, a qual relata revisões sistemáticas para delimitar o tema “Observatório”. Segundo a pesquisa de Alessandra e Pacheco, “não há um consenso sobre o que venha a ser um observatório de informação e conhecimento. Os autores encontrados na pesquisa propõem visões que vão desde a existência de unidades organizacionais com a missão de monitoramento para análise de informações até a criação de instrumentos ou processos para esse fim. Em comum, compartilham a visão de que, independentemente de sua forma, um observatório deve dedicar-se à missão de apoiar a tomada de decisão, com mecanismos que variam desde a coleta e o tratamento de informações até a proposição de ambientes de reflexão e coprodução com atores interessados.”

Os estudos da pesquisadora e seu orientador sobre o tema começaram em 2014, com o desenvolvimento do livro sobre o Projeto Softex, relatado no Capítulo II – OBSERVATÓRIOS DE INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO. Alessandra que é coautora do livro, participou do levantamento dos observatórios pelo mundo e do uso de plataformas tecnológicas como instrumentos para agilizar a divulgação de conhecimento.

No livro ainda não publicado – Projeto Softex de Pacheco, Batista e Sell (2017) – os autores relatam a pesquisa e desenvolvimento do Projeto Softex  – Inventário de competências em sofware existentes no país. Conforme Pacheco, Batista e Sell (2017), há três categorias de observatórios no mundo, as quais são descritas a seguir:

  • Tipo 1 – Unidade Organizacional: Elemento da organização (departamento, núcleo ou centro) que realiza a função designada para o observatório.
  • Tipo 2 – Mecanismo ou Processo: Dispositivo pelo qual as funções do observatório são realizadas pelo grupo responsável.
  • Tipo 3 – Instrumento: Tecnologia ou ferramental empregado para o cumprimento da missão do observatório.

Em complementação aos estudos realizados no Projeto Softex, a mestranda também apresentou no seminário suas pesquisas que apontam as definições mais recentes de Observatórios, exemplos de observatórios pelo mundo e casos de observatórios de conhecimento realizados no Instituto Stela.

Para mais informações de estudos sobre o tema, contate alessandra@stela.org.br.

Referências

Reportagem “POD promove primeiro seminário do Observatório Territorial”. Disponível em <http://jie.itaipu.gov.br/conte%C3%BAdo/pod-promove-primeiro-semin%C3%A1rio-do-observat%C3%B3rio-territorial>. Acesso em 09 de janeiro de 2017.

Foto do artigo foi retirada da pagina oficial do Parque Tecnológico Itaipu. Disponível em: <https://www.pti.org.br/imprensa/noticias/programa-oeste-em-desenvolvimento-promove-primeiro-semin%C3%A1rio-observat%C3%B3rio-territor>. Acesso em 09 de janeiro de 2017.

Pacheco, Roberto C.; Batista, Alessandra Duarte; Sell, Denilson. Livro do Projeto Softex. Capítulo II – OBSERVATÓRIOS DE INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO. Softex Inventário de Competências de Software no Brasil. 2017: Editora Instituto Stela. Florianópolis-SC, 2015.

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